FUZIS
1936 – Os anos de depressão levaram o mundo a um caos econômico e social. Em todos os países da Europa surgem manifestações de direita e de esquerda, propondo reformas políticas radicais. A partir de 29 a Espanha é palco de greves, manifestações e levantes de direita e de esquerda, que culminaram com a proclamação de uma nova república e a guerra civil. A Guerra Civil Espanhola foi um dos momentos decisivos do séc. XX. Um choque de ideologias, assim como de armas, foi um conflito brutal que dilacerou uma nação. Os generais golpearam o governo democraticamente eleito da Espanha, com o objetivo de reverter os avanços sociais, culturais e políticos conquistados nos anos anteriores. Este é o contexto histórico onde está inserida a peça “Os Fuzis da Senhora Carrar” do dramaturgo alemão Bertold Brecht, de onde a Cia de Arte Persona partiu para criar o espetáculo “Fuzis”.



A história de Teresa Carrar vai sendo mostrada para o público ao mesmo tempo em que lutas do século XXI surgem para mostrar que há sempre pelo que lutar “Esse caminhar para frente, sofrer um golpe, retroceder, tem marcado a história de muitos países em nosso planeta. E foi na Espanha que aprendemos que alguém pode estar certo e ainda ser vencido, que a força pode vencer o espírito, que há momentos em que a coragem não é sua própria recompensa. Mas a luta por um mundo melhor e mais justo permanece. E hoje, aqui e agora, pelo que se luta”, diz Tânia Pessanha, diretora do espetáculo. “Desde o início do processo, sentimos que, apesar do texto original de Brecht se manter atual, era preciso falar também das nossas lutas do século XXI. Começamos então a nos questionar que lutas seriam essas e convidamos algumas pessoas para um bate-papo, onde pudemos aprender muito sobre realidades diferentes e, daí, começamos a estruturar nosso texto. Ao longo do processo criativo, percebemos que o próprio elenco também tinha histórias de lutas. Pessoais ou coletivas, elas eram importantes, e decidimos selecionar algumas dessas histórias para montar a dramaturgia final. Durante a montagem cênica (boa parte dela construída de forma online durante a pandemia), as sonoridades foram surgindo de vários pontos e de várias maneiras. Buscamos músicas para cada personagem e maneiras de inserir o som como elemento cênico” , afirma a diretora.



FICHA TÉCNICA
ELENCO
- Tânia Pessanha
- Miguel Marques
- Brenna Crespo
- Isabelle Alvarenga
- Matheus Simões
- Sunshine Pessanha
- Julia Possidônio
- Thássia Nunnes
- Nathália Cordeiro
Direção - Tânia Pessanha
Preparação Vocal - Leandro da Costa
Iluminação - Lênin Willemen




















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